quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bjomeliga

Cara do blog, Loading...5%.

Enquanto isso, uma breve pausa para o Amor.

[Pausa para o Amor]

Já amou? Ótimo, agora de volta pra realidade.

Esta história é inspirada numa real, e teve alguns fatos melhorados e outros piorados por mim, pra ficar mais engraçada.

Eles se conheceram há bem quase uns três anos. Sabe como é né, num desses "acasos sem acaso". Ele ia chegar na amiga, mas ela se mostrou mais interessada. Magnifique.

Lá pra cá, cá pra lá. Ela era linda. Tinha aquele brilho nos olhos, que todo homem sabe reconhecer, e que, mesmo se ela não fosse tão linda, ele já encontraria-se meramente apaixonado. Eee, droga. A gente nunca entende como nossos pais se conheceram, conseguiram se apaixonar, foram capazes de casar e tiveram a audácia de nos gerar. Mas lá está ele, pensando brevemente nestas mesmíssimas coisas. Ela sempre sorrindo, perfeita, noite linda, tudo lindo.

Mas claro, pé no chão, fio. Ele compreende as variáveis que movem o mundo do amor. Distância, amigos, família, faculdade, trabalho, dinheiro, presentes, sexo, um cineminha de vez em quando. E essa conta dava saldo negativo. Como um bom marinheiro, já sabia que não devia atracar o seu barquinho ali, nessa baía. Mas, será que não rolava nem um pulinho na água e dar umas braçadas, só pra se refrescar?
Ai, esses apaixonados.

Não termina bem. No segundo dia, ela dês-deslumbra o bucéfalo, falando que "não dá", diz que é "alguma coisa dela mesma", e "não é nada com você, AMIGO".

"Amigo". Ótimo. Homem que diz "amiga" é viado, mas mulher dizer "AMIGO" é o fim. H-2 acertou, mas H-3 foi ÁGUAAA. Era um submarino, e esse já afundou. Tá bom, tá bom, não é a primeira vez, foda-se. E afinal, as coisas às vezes são assim mesmo, que nem Bee Gees, "One Night Only". Bora pra casa, fazer uma breve sessãozinha de acunpuntura cardíaca, pra tratar seu coração valente de Mel Gibson.
Quem nunca se apaixonou à primeira vista?

Depois disso, tudo fica bem e passam-se dois meses. Reencontram-se num show. Evento único, coisa de louco. Váááários amigos e conhecidos em comum. Parecia até que tudo era armação, puta-que-o-pariu. Depois da fila, e descendo a rampa pro lugar do show, ela pega na mão dele e não larga mais. "Mas o que será que essa filha-da-puta está querendo fazer?", imagina ele, enquanto tem convulsões. O show rola, um espetáculo. Ela fica na frente dele, encostada, aninhada. Mão na mão, ele abraça. Na terceira música, eles ficam. Coração à mil, bebendo litros de oxigênio por minuto. Puta merda.

Voltam juntos pra casa, com os amigos dela. Dia seguinte, quando se vêem, o frio vento do inverno de junho bate nos juncos: ela mantém seeeempre um metro e meio de distância dele, medido milimetricamente, e constante. "MÁQUÊQUÊISSOCARALEO??? Ontem era só ternura, e hoje eu tenho Lepra??!?", reflete ele, com a serenidade de um monge zen.

Desta vez, ele não espera uma explicação: resolve ignorá-la solenemente agora e para todo sempre e pro resto da eternidade, até o fim dos dias, se for sexta-feira e estiver chovendo. Tem horas que a vida parece um daqueles programas de "Pegadinha do Malandro", ou então um "Topa Tudo Por Dinheiro", mas sem Lombarde, nem Sílvio, nem aviõezinhos de 100 reais. Mas não com ele. Com ele não, rá.

Passam-se vários meses. Reencontro. "Opa opa! Hoje não, nem quero saber! Hoje eu vou me divertir", reza ele, e parte pra cruzada, quer dizer, cachaçada. O evento foi bem movimentado, divertido, tuuuudo ótimo no primeiro dia. Já no segundo dia...e já naquele estado sagrado, que emite aquela aura dourada que todos os embriagados emanam, e que faz com que coisas boas(?!?) aconteçam com a gente, e que nos faz fazer coisas ruins(!?!)...eles se topam. E fláááááá, ela ataca novamente, não tira os olhos dos dele, quando fala. Lindos olhos, with lasers. Como dizem por aí, "de bêbado não tem dono" e dá um mata-leão nele com presteza. Haha. Dia seguinte, saldo: ele, de ressaca e com gosto de quero mais; ela, foi viajar com a família...e nem deu tchau direito.

Bom, era pra acabar aí, né? Masss...TCHAM TCHAM!! Ainda tem uma última. Passa o tempo de mais de um ano. Nada de reencontros, nem de tentativas. Ele, mais maduro. Tudo superado. Viveu outras experiências, algumas boas, outras não... e, na verdade, agora, solteiríssimo denovo. Ela namorou um, depois outro (e claro, ele acabava sabendo), mas também, nada que durasse (e vocês ainda tinham dúvidas ?).

Reencontro. Mesmo bat-lugar, mesma bat-situação conhecida. Ele já sabia das possibilidades, mas ignorava o fato. "Afinal, já morreu tudo isso, acabou o frisson", refletia ele, como um espelho de gelo. Ela o abraça de forma empolgada, por se reencontrarem. Conversam animadamente. Apesar disso, ele realmente já não se importava mais. "Já passou, bobeira. Mas ela continua linda. Linda, e que boca é essa. Não para de falar, de me olhar e me pegar". Ele sente o clima, mas se retraí e não faz nada. Na hora de se despedir, um abraço propositalmente mais longo dela. Um cruzar de olhares. Ele diz alguma coisa e dá um beijo. Um beijo simples e só, nada melado. Um beijo daqueles de amigos. Eles se despedem e se afastam, aquela coisa do braço se esticar o máximo que puder, pra mãos continuarem se tocando.

Dia seguinte, mensagem dela no celular dele: "Legal te encontrar denovo... =)". Putz. "E essa agora? Mas já faz tanto tempo, ela sempre dá pra trás e manda isso?", observou ele, estrangulando delicadamente seu telefone. Por fim, conseguiu reunir algum ânimo e, por alguma curiosidade mórbida (e quem sabe, um pouquinho de vontade que desta vez desse certo, haha), resolveu responder. Mensagem vai, mensagem vem, marcam de se encontrar. E lá vai ele, marchando, parecia a batalha do século.

Casa dela, ela vem mancando recebê-lo. Disse que foi ajudar a mãe mais cedo, a "tirar alguma coisa do carro e torceu feeeio o tornozelo". Tadinha. Pfffff. A conversa segue aos trancos e barrancos, entrecortada por vários e marcantes "Ai, que dor, ai que dor". Ele, obviamente cansado, observa a distância entre os dois (um metro e meio, lembra?), aproveita outro gemido de dor dela e faz um teste decisivo: aproximação abrupta, proposta de fazer uma massagem carinhosa na região afetada, visando tocá-la (obviamente) e ajudá-la a aliviar sua aflição. O "teste do toque" sempre diz o que desejamos saber das mulheres. Resultado: A oferta de auxílio foi indeferida de forma solene e peremptória.

A partir daí, vocês já devem imaginar. Bom, pelo menos desta vez ele não vai precisar de acunpuntura.

Ah, sim. Mas, e afinal, a que conclusão chegamos nós, após esta breve e romântica epopéia, digna de um Shakespeare Apaixonado? A qual conclusão e que resposta o mocinho encontra, após tantas idas e vindas desta mulher indecisamente perturbada?

"Hummmmmmmm...mas, ora bolas"

"Mas é claro. Tão claro! Como não pensei nisso antes??"

Ele se lança em direção à internet, à procura de auxílio especializado. Google.

"Vamos ver, vamos usar o que já temos...inteligente, comunicativa, interessada...extremamente indecisa"

Digita, procura, digita, outro link...

"...Opa...Achei algo...!"

"Aqui diz que...'Os nativos do signo de GÊMEOS são...'"



[Resolvi dedicar este Post à entrada na Era de Aquário. Haha!]

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